Motorola Edge 60 Pro: um intermediário avançado que convence – Review
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O Motorola Edge 60 Pro chegou ao Brasil em maio e se posiciona naquela faixa de intermediários avançados, mirando recursos de topo de linha. Já de cara chama atenção pelo design, em especial na cor azul vibrante da traseira. Além da boa aparência, traz certificação IP69 contra água e poeira, vidro Gorilla Glass 7i e validações militares para quedas e condições extremas. A traseira fosca e texturizada ajuda na durabilidade, mesmo sem capa.
O detalhe é a tela curva de 6,7 polegadas. Bonita e moderna, mas pode atrapalhar na pegada, já que as laterais ficam finas e deslizes de dedo nem sempre são naturais. Questão de gosto: alguns adoram, outros se sentem menos seguros no uso diário.
Tela e desempenho
O painel é de ótima qualidade, com cores vivas, brilho alto e fluidez. Tudo isso é sustentado pelo processador MediaTek Dimensity 8350, aliado a 12 GB de RAM. O conjunto lembra o desempenho de um Snapdragon 8 Gen 1, ficando apenas um degrau abaixo dos topos atuais.

Na prática, a experiência foi muito boa: sistema rápido, sem engasgos e com aquecimento baixo até em jogos. O Edge 60 Pro vem com Android 15 e garantia de 3 anos de atualização do sistema, mais 4 anos de segurança. É um suporte menor que o de concorrentes diretos, então depende do seu perfil de uso e tempo de permanência com o aparelho.
Vale citar que, logo após a configuração inicial, vieram vários aplicativos pré-instalados que não agregam muito, algo que incomoda.
Software
A interface lembra bastante o “Android puro”, com adições próprias da Motorola. Nos recursos de IA, o foco foi na utilidade: criação de stickers para WhatsApp, resumos de notificações e sugestões de ajustes em fotos, como nivelamento automático. O Gemini do Google está presente e funciona bem, mas a Motorola ainda incluiu o Perplexity, que no meu caso quase não usei.
Câmeras
Aqui a Motorola mostra evolução. O conjunto é formado por:
Principal: 50 MP
Ultrawide: 50 MP
Zoom 3x: 10 MP
Frontal: 50 MP
As fotos surpreenderam positivamente em diversos cenários: dia, noite, contraluz. A velocidade de disparo também agradou, corrigindo uma antiga fraqueza da marca.

Comparando com o Galaxy S25, as imagens para redes sociais chegam a ser equivalentes. A diferença está no processamento: o Edge tende a clarear e remover sombras, deixando as fotos mais “agradáveis” mas menos realistas. Já a frontal se destacou pelo ângulo mais aberto, ótimo para selfies em grupo.
Em vídeo, ainda existem ajustes a melhorar, como variação de foco e exposição em algumas situações.
Bateria e carregamento
O Edge 60 Pro usa uma bateria de 6.000 mAh de silício-carbono, tecnologia que permite mais capacidade em um corpo fino. No dia a dia, conseguiu durar cerca de 26 a 27 horas totais, com algo em torno de 6 horas de tela ligada em uso moderado (YouTube, redes sociais, mensageiros).
O carregamento é rápido: 90 W com fio (carregador incluso) e suporte a recarga sem fio. A carga completa levou em torno de 1h30.
Conclusão
O Motorola Edge 60 Pro é um aparelho de muito bom gosto. Tem ótima construção, tela de qualidade, desempenho sólido e câmeras que finalmente competem de igual para igual com modelos de referência.
Não é perfeito: a pegada da tela curva divide opiniões, o software traz alguns apps desnecessários e o suporte a atualizações poderia ser maior. Além disso, a ausência de modo retrato em vídeo pode pesar para quem precisa desse recurso em produção de conteúdo.
Mas, olhando o pacote completo — design, performance, bateria e câmeras — é um aparelho que entrega o que promete para sua categoria, ou até mais.
