Asus Vivobook S14 Review: compacto que encontra um ponto de equilíbrio
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O mercado de notebooks intermediários no Brasil atravessa uma fase curiosa. Depois de anos em que modelos acessíveis vinham com telas fracas e construção simplificada, começamos a ver máquinas mais cuidadas na faixa dos três mil reais. O IdeaPad Slim 3i, que analisei recentemente, já mostrava essa mudança — e agora o Asus Vivobook S14, equipado com o Core i5-13420H, tenta ir além principalmente no quesito portabilidade.
Construção, portabilidade e experiência de digitação
Logo de início, a proposta dele fica clara. É um notebook realmente compacto, com 14 polegadas, 1,4 kg e cerca de 1,7 cm de espessura. Isso não o coloca no território dos ultrafinos premium, mas já traz uma sensação de leveza e praticidade bem superior ao padrão da categoria. A tampa em metal reforça essa impressão de produto mais caprichado, enquanto a área interna, mesmo sendo de plástico, mantém bom acabamento e visual coerente.

O teclado é outro ponto de destaque. Ele passa segurança: teclas firmes, bem definidas e com feedback claro. O fato de ser retroiluminado coloca o Vivobook um degrau acima de muitos concorrentes diretos, embora repita a escolha tradicional da Asus de usar teclas prateadas com luz branca, o que pode dificultar a leitura das legendas em ambientes mais iluminados. À noite, funciona perfeitamente; durante o dia, preferi deixar a iluminação desligada.

O touchpad acompanha a proposta de praticidade: grande, preciso e confortável, acima da média dos notebooks Windows dessa faixa. Já o som, emitido pela região frontal inferior, é limpo e com volume adequado para vídeos, aulas e tarefas do cotidiano. Não tem profundidade de graves, mas cumpre bem o seu papel.
Tela e experiência visual
A tela contribui bastante para a sensação de máquina bem acertada. Embora a Asus a descreva como “nível IPS”, o comportamento no uso diário é de um bom painel da categoria: cores equilibradas, bons ângulos de visão e brilho suficiente para trabalhar ou estudar em ambientes internos. A resolução 1920×1200 traz um pouco mais de espaço vertical, algo que ajuda bastante em tarefas de produtividade. Para quem lida com edição leve de imagens, ela é perfeitamente utilizável; para exigência profissional de cor, aí já é preciso subir de categoria.

No topo da tela, o reconhecimento facial via Windows Hello está presente, funcionando dentro do esperado, embora com a lentidão típica desse tipo de desbloqueio.
Conectividade e possibilidades de upgrade
A conectividade também foi bem pensada. O Vivobook oferece USB-C com carregamento e saída de vídeo, HDMI, duas USB-A e entrada de áudio. Ele vem com um carregador compacto de 65W, e como segue o padrão USB-C atual, aceita facilmente carregadores que você já tenha. Internamente, há um SSD NVMe de 512 GB ocupando o único slot disponível. A memória traz 8 GB soldados e mais 8 GB em módulo DDR5 5200, que pode ser substituído por um pente de 16 GB, totalizando 24 GB.

Desempenho geral e sensação no uso cotidiano
No uso real, o desempenho do Core i5-13420H é convincente. Trata-se de um chip que aparece até em notebooks gamers, mas que aqui opera de forma mais moderada para controlar temperatura e ruído. Para produtividade, multitarefa, navegação pesada e edição leve de vídeo, ele dá conta com folga. Ao longo dos testes, chamou atenção o fato de que o Vivobook S14 apresentou números um pouco superiores ao IdeaPad Slim 3i, apesar de ter um corpo menor.
Testes de performance
Geekbench 6 – CPU Multicore
(desempenho teórico em multitarefa usando todos os núcleos)
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MacBook Air M4 – 14.874
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Vivobook 16 Snapdragon X – 10.624
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Vivobook S14 i5-13420H – 9.679
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IdeaPad Slim 3i i5-13420H – 9.430
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MacBook Air M1 – 8.527
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Galaxy Book4 Core 5-120U – 8.33

Geekbench 6 – GPU
(comparação de chips gráficos integrados e dedicados leves)
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Galaxy Book 4 MX570 – 41.991
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MacBook Air M4 – 36.375
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MacBook Air M1 – 20.282
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Vivobook S14 (Intel UHD) – 10.056
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IdeaPad Slim 3i (Intel UHD) – 9.937
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Vivobook 16 Snapdragon X – 9.686
Shadow of the Tomb Raider – Full HD (médio)
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Galaxy Book 4 MX570 – 39 fps
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MacBook Air M4 – 30 fps
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Vivobook S14 (Intel UHD) – 17 fps
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IdeaPad Slim 3i (Intel UHD) – 17 fps
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Vivobook 16 Snapdragon X – 15 fps
Esses números deixam claro que o Vivobook S14 não é voltado para jogos exigentes nem para projetos pesados de engenharia e arquitetura. Ele funciona bem dentro daquilo a que se propõe: produtividade, estudos, edições simples e jogos leves.
Autonomia e comportamento térmico
No campo da autonomia, o resultado foi igualmente coerente. No meu teste padrão com vídeo no YouTube, brilho baixo, Chrome e modo economia, o Vivobook S14 registrou 7h38min. É um avanço em relação ao IdeaPad Slim 3i, que marcou 6h20, e aproxima o Asus do ThinkPad T14, que costuma ser referência na categoria com suas 8 horas. Ele continua distante dos líderes do mercado — o MacBook Air M4 chegou a 21h36min, enquanto o Vivobook 16 com Snapdragon X marcou 18h09 — mas dentro da categoria intermediária o desempenho é sólido e suficiente para quem alterna entre tomada e mobilidade ao longo do dia.

Outro ponto que merece elogio é o comportamento térmico. No modo padrão, o notebook permanece surpreendentemente silencioso, mesmo com multitarefa pesada. Ele só se torna mais audível quando os modos de desempenho são ativados ou quando programas mais intensos entram em cena. Ainda assim, o barulho permanece dentro de um nível aceitável, e o aquecimento se limita à região superior do teclado, sem desconforto.
Uso prático e perfil de usuário
No uso prático, o Vivobook S14 entrega agilidade constante. Ele abre programas rapidamente, mantém abas numerosas sem engasgos e lida bem com edições simples em vídeo e imagem. Jogos leves também funcionaram dentro do esperado, com títulos como Sonic Superstars, The Sims 4 e Minecraft rodando de forma satisfatória em configurações ajustadas. Até GTA V chegou a operar entre 25 e 30 fps no mínimo — longe do ideal, mas jogável dentro das limitações do chip integrado.
Comparado ao IdeaPad Slim 3i, o notebook da Asus justifica o preço um pouco maior ao oferecer mais portabilidade, uma sensação geral mais refinada, teclado iluminado e leve vantagem em desempenho. A Lenovo, por outro lado, tem variantes com Ryzen 7 e Radeon 680M, que superam o Vivobook com folga em capacidade gráfica. Mas aí a proposta muda completamente: enquanto a Lenovo oferece mais desempenho bruto, o Asus entrega um pacote mais equilibrado para quem valoriza mobilidade e acabamento.
Conclusão
No fim das contas, o Asus Vivobook S14 se mostra uma escolha muito coerente dentro do segmento intermediário. Ele combina um processador já consolidado, acabamento caprichado, tela competente e boa portabilidade por um preço que costuma oscilar entre R$ 3.000 e R$ 3.500. Quando aparece mais próximo da casa dos três mil, vira uma oferta especialmente interessante — sem truques, apenas um conjunto bem equilibrado para quem precisa de um notebook para estudo, trabalho e uso geral.
