Lenovo IdeaPad Slim 5 com Ryzen AI 7 350 – Parece de “outra categoria” (Review)
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Nas últimas semanas eu testei dois notebooks diferentes da Lenovo: primeiro o IdeaPad Slim 3i, um modelo intermediário que vem chamando atenção pelo conjunto equilibrado e pelo preço na casa dos R$ 2.400–2.800. Pouco depois da análise dele, notei que a marca havia disponibilizado no Brasil o IdeaPad Slim 5, de 14 polegadas, visual bastante parecido à distância, mas com ficha técnica que já deixava claro que algo ali era diferente.
E de fato é. Usando o Slim 5 como minha máquina principal no estúdio, ficou evidente que ele opera em um outro patamar de experiência.
Construção e design: compacto, leve e com “cara de premium”
A primeira impressão ao tirá-lo da caixa foi surpreendente: o Slim 5 é mais compacto do que eu imaginava. Com menos de 1,5 kg, corpo em metal e arestas totalmente arredondadas, ele lembra bastante linhas mais sofisticadas da própria Lenovo — a ponto de, num primeiro olhar, passarem tranquilamente como um “mini Yoga”.

Esse detalhe ajuda (o notebook é confortável e bem acabado), mas também cria um contraponto: quem só observar fotos pode achar que não faz sentido ele custar mais do que o Slim 3i, já que ambos compartilham uma identidade visual semelhante.
Teclado, touchpad e áudio
O teclado é um dos pontos que mais me agradaram. Ele oferece sensação de clique equilibrada, resistência no ponto certo e teclas espaçosas — algo que remete à experiência da linha ThinkPad. É retroiluminado em branco, outro diferencial em relação aos Slim 3 vendidos no Brasil.

O touchpad tem área adequada e superfície de bom deslize, rendendo nota próxima de 8,5/10 na prática.
As caixas de som ficam na parte superior, ao lado do teclado, favorecendo a projeção direta para o usuário. Não alcançam a qualidade de um MacBook, mas entregam volume e presença bem superiores ao que se encontra em modelos simples.
Tela: 100% sRGB e bom nível geral
A tela é outro acerto importante. Apesar da moldura de plástico simples, o painel IPS 1920×1200 tem brilho satisfatório e cobertura de 100% sRGB, o que se traduz em cores equilibradas e precisas. É o tipo de display que permite trabalhar com edição leve de fotos e design sem esforço. A fluidez permanece nos 60 Hz — padrão nessa categoria.
A webcam, por outro lado, não acompanha o restante: cumpre o básico, sem destaque.

Conectividade e manutenção
O Slim 5 traz boa variedade de portas:
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Direita: duas USB-A 3.0, microSD e botão de energia (útil para quem usa suporte vertical).
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Esquerda: HDMI, duas USB-C com suporte a vídeo e carregamento, além da saída de áudio.
A tampa inferior é presa por parafusos Torx, e por dentro encontramos um sistema de resfriamento simples, SSD NVMe de 512 GB e dois módulos de RAM DDR5 5600 substituíveis — ponto positivo para upgrade. Também inclui slot extra para SSD, onde instalei um módulo de 2 TB sem dificuldades.
Processador e temperaturas
O chip principal é o Ryzen AI 7 350, nome diferente, mas desempenho convincente. Ele faz parte de uma leva mais recente da AMD, com foco em eficiência energética. A GPU integrada é a Radeon 860M, bem mais moderna que as Vega antigas e naturalmente mais atraente que gráficos Intel convencionais.
No uso real, o Slim 5 manteve temperaturas excelentes: entre 73°C e 75°C sob carga pesada. O ruído também é contido: no modo equilibrado, o cooler raramente se manifesta e, quando o faz, permanece discreto. Apenas no modo de desempenho máximo há aumento audível — ainda assim, dentro do aceitável.
Benchmarks e testes de desempenho
Para ajudar a contextualizar o poder de fogo, rodei alguns benchmarks sintéticos:
Geekbench 6 – CPU (multicore)
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MacBook Air M4 – 14.874
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IdeaPad Slim 5 – 12.502
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Galaxy Book 4 Pro – 10.913
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Vivobook 16 – 10.624
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ThinkPad T14 Gen 4 – 9.767
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Slim 3i – 9.430
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Galaxy Book 4 – 8.331
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Acer Swift X – 7.195
O Ryzen AI supera concorrentes relevantes, como o Core Ultra 7 e o Snapdragon X, ficando atrás apenas do M4 da Apple.
Geekbench 6 – GPU
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Galaxy Book 4 – 41.991
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Acer Swift X – 37.381
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MacBook Air M4 – 36.375
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Galaxy Book 4 Pro – 27.497
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IdeaPad Slim 5 – 23.579
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ThinkPad T14 Gen 4 – 15.274
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Slim 3i – 9.937
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Vivobook 16 – 9.686
O ponto curioso é a Radeon 860M ficar atrás do Intel Arc em testes sintéticos, algo que não necessariamente se traduz no uso real — como veremos nos jogos.
Jogos e GPU integrada na prática
Nos games, a história muda. A Radeon 860M apresenta melhor compatibilidade e otimização que as Intel Arc em vários títulos, apesar de não alcançar GPUs dedicadas.
Shadow of the Tomb Raider – Full HD / Médio
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Swift X (GTX 1650) – 49 fps
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Galaxy Book 4 – 39 fps
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IdeaPad Slim 5 – 30 fps
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MacBook Air M4 – 30 fps
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ThinkPad T14 – 18 fps
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Galaxy Book 4 Pro – 17 fps
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Slim 3i – 17 fps
Forza Horizon 5 – Full HD / Alto
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Swift X – 55 fps
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IdeaPad Slim 5 – 45 fps
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Galaxy Book 4 – 41 fps
Em resumo:
A Radeon 860M não compete com chips dedicados como GTX 1650 ou MX570, mas entrega desempenho usável e, ajustando configurações, consegue rodar títulos como GTA V com cerca de 50 fps. Até Cyberpunk 2077 pode ser jogado com escalonamento de resolução e presets otimizados (como os pensados para o Steam Deck).
Uso em produtividade e software
Para fluxo de trabalho cotidiano — Photoshop leve, edição de vídeo simples no CapCut, Canva, multitarefa pesada — o Slim 5 se comportou muito bem. A combinação entre processador eficiente, boa tela e sistema silencioso compõe uma máquina confortável para estudo e trabalho.
Profissionais de engenharia e arquitetura que precisam abrir projetos e fazer alterações também devem enxergar nele uma opção móvel competente, desde que não esperem desempenho de GPU dedicada.

Autonomia de bateria
A bateria foi outro ponto forte.
No teste padronizado (modo econômico, brilho baixo e vídeo contínuo no YouTube), o Slim 5 registrou 12h41min — deslocando-o para o lado dos notebooks de longa duração. No uso orgânico, esse número naturalmente cai, devendo ficar em algo entre metade e 60% do total, ainda assim um desempenho sólido.
Para comparação, o Slim 3i marcou 6h20min, exatamente metade.
Conclusão: um intermediário “premium” sem fazer questão de parecer
O IdeaPad Slim 5 me agradou bastante ao longo das semanas de uso.
Ele combina: construção robusta em metal, formato compacto, teclado excelente e retroiluminado, tela 100% sRGB, temperaturas baixas e ruído discreto, autonomia acima da média, desempenho consistente para trabalho e estudos.
Entre os pontos de atenção, destaco três:
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Webcam apenas mediana, destoando do conjunto.
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GPU integrada boa, mas com limites claros — não espere o comportamento de uma dedicada.
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Percepção de “ser apenas um IdeaPad” pode atrapalhar seu apelo, já que visualmente lembra o Slim 3 mais barato.
O preço também pesa: como ainda não aparece com frequência em ofertas, permanece na casa dos R$ 5 mil, o que o coloca em outra faixa de decisão. Quanto mais esse valor cair, mais o Slim 5 deve se destacar — porque, olhando para o pacote geral, é um notebook realmente competente.
