Galaxy S25 Edge: O que achei do “iPhone Air” da Samsung – Review
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O Galaxy S25 Edge é a nova aposta da Samsung dentro da linha S. O grande diferencial não está no chip ou nas câmeras, mas sim no design: apenas 5,8 mm de espessura, um feito que até pouco tempo atrás parecia distante para aparelhos grandes. É uma tendência que a Apple também seguiu com o lançamento do iPhone Air, e que deve se repetir entre outras marcas.
Passei uma semana com o S25 Edge. Não é tempo suficiente para conclusões definitivas, mas foi o bastante para observar prós, contras e refletir sobre o espaço desse modelo dentro da linha Galaxy.
Construção e design: o ultrafino que estranha no começo
A finura é realmente a característica central. Quando colocado ao lado do Galaxy S23 Plus, a diferença salta aos olhos. No papel, a construção passa confiança: Gorilla Glass Ceramic 2 na frente, Gorilla Glass Victus 2 atrás, estrutura em titânio e certificação IP68. Ou seja, não é só fino, também é resistente a quedas moderadas, água e poeira.

Mas a experiência de uso não foi tão simples. No começo, a espessura atrapalhou na pegada. Digitar ou segurar o celular com firmeza exigiu adaptação, e precisei criar um “jeito próprio” de apoio usando um dedo dobrado na parte de baixo. Algo que não imaginava, porque a expectativa era de que o formato mais fino seria sempre mais confortável. Com o tempo, me acostumei e passei a estranhar justamente o oposto: quando voltei para o S25 padrão, ele parecia pesado e “parrudo”.
Outro fator positivo é o peso. Mesmo sendo um aparelho grande, próximo ao S25 Plus em dimensões de tela, ele marca apenas 160 gramas contra 190 g do modelo convencional. Esses 30 g parecem pouco, mas no uso diário fazem diferença.
Tela e áudio
A tela AMOLED mantém a qualidade já conhecida da Samsung: cores vivas, contraste forte e brilho altíssimo, que ajuda em ambientes externos. Um detalhe curioso é que, por padrão, ela vem configurada em Full HD, mesmo tendo capacidade para resolução maior. Claramente uma estratégia para poupar energia. No uso cotidiano, essa limitação não impactou de forma relevante na qualidade.

O áudio é um dos pontos de corte. Ele é estéreo, saindo pela parte de baixo e também pela frente, mas a sensação é de volume e corpo mais fracos em relação aos outros modelos da linha S25.
Desempenho e aquecimento
No papel, o desempenho não muda: o Snapdragon 8 Elite com 12 GB de RAM garante fluidez e velocidade em todas as tarefas. Em uma semana de uso, não houve travamentos ou problemas graves.

Porém, em jogos mais pesados o aquecimento foi evidente. Pesquisando comparativos, encontrei que o thermal throttling (redução de performance para evitar superaquecimento) acontece mais cedo no Edge do que no S25 e no Ultra. Isso significa que ele segura bem no uso comum, mas em sessões prolongadas de games ou tarefas muito pesadas, perde desempenho mais rápido que os irmãos maiores.
Câmeras: muito próximas do S25 Ultra
A Samsung destacou bastante a presença do sensor de 200 MP na câmera principal. A expectativa era de que os resultados fossem semelhantes aos do S25 Ultra — e na prática, foram.
Fotos tiradas com os dois aparelhos, em diferentes cenários (dia, contraluz, noite em modo automático ou noturno), mostraram similaridade tão grande que em muitos casos seria difícil diferenciar sem organizar os arquivos. A câmera frontal também mantém essa proximidade, com a vantagem de o Edge ter um ângulo mais aberto, o que ajuda em selfies e chamadas de vídeo.

Nos vídeos, os dois entregam qualidade equivalente em 4K. A diferença está na estabilização: o S25 Ultra controla melhor a movimentação, especialmente em cenas com corrida ou caminhada. O Edge, nesse ponto, fica mais instável.
Bateria: o preço da finura
Aqui está talvez o ponto mais delicado. A bateria de 3.900 mAh já entregava no papel um sinal de alerta, e nos testes isso se confirmou.
Teste 1: 14h20 totais, sendo 5h de tela.
Teste 2: 14h totais, com 4h30 de tela.
Resultados aceitáveis, mas inferiores ao S25 padrão. Em uso intenso — especialmente com câmera ou gravações de vídeo — a queda de porcentagem foi bem perceptível. Minha impressão geral é que o Edge será um daqueles aparelhos que exigem pelo menos um carregamento extra no dia, ou o apoio de um power bank em cenários de uso mais pesado.
Vale lembrar que a Samsung não adotou as novas baterias de silício-carbono aqui, tecnologia que já apareceu em outros aparelhos, como o Motorola Edge 60 Pro, e que poderia entregar mais capacidade sem abrir mão da espessura reduzida. O Edge, nesse sentido, parece mais um ensaio para futuras gerações do que um produto totalmente equilibrado.
Faz sentido?
Essa é a questão central. A maioria dos consumidores hoje não pede um celular mais fino. Pelo contrário: muitos aceitariam um aparelho ligeiramente mais grosso em troca de mais bateria. O S25 Edge entrega design inovador, mas cobra isso com autonomia menor e áudio mais limitado.
No fim das contas, ele é um produto de nicho. Serve para entusiastas que querem experimentar algo diferente, ou para quem busca o “equivalente Samsung” ao iPhone Air. Para o uso racional, o S25 padrão ou o Plus continuam escolhas mais equilibradas: mais bateria, conjunto de câmeras mais versátil e custo-benefício mais claro.
Se o preço cair bem, pode se tornar uma compra interessante. No valor atual, é um aparelho mais voltado para quem quer porque quer — não para quem busca o melhor equilíbrio entre custo, autonomia e recursos.
