Galaxy Ring: é diferente do que me contaram – Review
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O Galaxy Ring é uma das apostas mais recentes da Samsung para ampliar seu ecossistema de dispositivos vestíveis. Lançado no fim de 2024 por cerca de R$ 3.500, hoje já pode ser encontrado em ofertas abaixo dos R$ 2.000 — um valor mais razoável, mas ainda alto para o que entrega.
Neste texto, compartilho minhas impressões reais após comprar o modelo em titânio prata com meu próprio dinheiro. Não é review patrocinado, então vou direto aos pontos positivos e negativos.
Primeiras impressões e ajuste de tamanho
Para começar, é preciso escolher um tamanho, e a numeração não segue o padrão brasileiro. A Samsung vende um kit de medição por cerca de R$ 100, que em tese é reembolsado se a compra do anel for feita na própria loja. No meu caso, esse abatimento não foi aplicado.

O kit ajuda a simular bem o encaixe, mas há uma questão inevitável: o dedo muda de tamanho ao longo do dia, com frio, calor, exercícios ou até voos. Resultado: o anel pode ficar mais folgado ou apertado em situações diferentes. Esse detalhe pode incomodar bastante quem não tem costume de usar anéis.
Discrição? Nem tanto
Uma das principais promessas do Galaxy Ring é ser discreto. Mas, na prática, não achei que fosse.
Ele é robusto, atrita com a mão em vários movimentos e até arranha quando passo a mão no rosto. Durante treinos de musculação também incomoda, a ponto de eu precisar retirá-lo — o mesmo que já faço com aliança.

Outro ponto: à noite, a luz do sensor pisca de forma perceptível, diferente do que acontece com uma smartband como a Galaxy Fit 3. Para mim, esses fatores reforçam que a “discrição” não é tão real assim.
Conforto e acabamento
Apesar disso, o anel não machuca, não causa calos e transmite solidez. O acabamento em titânio prata tem boa aparência e, em duas semanas de uso, não apresentou desgaste. O estojo que acompanha o produto também agrada: além de bonito, funciona como base de recarga extra, semelhante a cases de fones de ouvido.
A bateria do Galaxy Ring dura em média 5 dias, o que considero suficiente para não ser incômodo.
Recursos e medições
O anel traz acelerômetro, leitor de temperatura e sensor de batimentos cardíacos. Em conjunto com os aplicativos Galaxy Wearable e Samsung Health, oferece dados de passos, batimentos, sono, estresse e até uma “pontuação de energia” calculada por inteligência artificial.
No meu uso, os batimentos cardíacos e registros de sono ficaram próximos dos obtidos com Galaxy Watch e Galaxy Fit. Já a contagem de passos tende a ser um pouco mais alta do que deveria.
Para exercícios, a detecção automática funciona bem em caminhadas e corridas, mas gestos adicionais poderiam ser melhor explorados.

Vale destacar: o Galaxy Ring é compatível apenas com Android e tem funções exclusivas nos smartphones Galaxy, como detecção de ronco e gestos para acionar a câmera.
Para quem faz sentido?
Na minha visão, o Galaxy Ring não substitui smartwatches ou smartbands. E usá-lo junto com um desses dois ao mesmo tempo é redundante. Ele faz mais sentido para quem:
- não gosta de relógios ou pulseiras inteligentes,
- prefere manter relógios tradicionais ou modelos como G-Shock no pulso, mas ainda assim quer acompanhar métricas básicas de saúde.
Nesse perfil, o Ring pode ser uma boa adição. Fora disso, a Galaxy Fit 3, custando cerca de R$ 300, entrega medições similares, bateria de 5 a 6 dias e é realmente discreta no dia a dia.

Conclusão
O Galaxy Ring é um produto interessante, mas cheio de ressalvas. O ajuste de tamanho é uma dor de cabeça e ele dificilmente passa despercebido no uso. Por outro lado, tem bom acabamento, bateria adequada e medições confiáveis para o dia a dia.
Para quem não abre mão de smartwatches, não vejo vantagem em adicionar o anel. Mas, se a ideia é manter o pulso livre e ainda assim monitorar saúde e sono, pode ser uma opção válida — desde que o preço seja mais próximo das promoções.
